29 de maio de 2011

A verdadeira perfeição é não ser-se perfeito


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"Made a wrong turn
Once or twice
Dug my way out
Blood and fire

Bad decisions
That's alright
Welcome to my silly life

Mistreated
Misplaced, missunderstood
Miss know it, it's all good
It didn't slow me down

Mistaken
Always second guessing
Underestimated
Look I'm still around

Pretty pretty please
Don't you ever ever feel
Like you're less than perfect

Pretty pretty please
If you ever ever feel
Like you're nothing
You are perfect to me..."

                                Pink

28 de maio de 2011

Axl Rose

Há algo de constante e de diferente nas suas canções...


Axl Rose
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Sweet Child O' Mine

“... She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
Her hair reminds me of a warm safe place
Where as a child I'd hide
And pray for the thunder
And the rain
To quietly pass me by

Oh, Sweet child o' mine...”
                                                              Guns n' Roses





600full-axl-rose
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November Rain
“When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin' when I hold you
Don't you know I feel the same
(…)
If we could take the time to lay it on the line
I could rest my head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain…”

                                                         Guns n' Roses


Axl Rose at Rock in Rio
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/

This I Love
“And now I don’t know why
She wouldn’t say goodbye
But then it seems that I
Had seen it in her eyes
And it might not be wise
I’d still have to try
With all the love I have inside
I can’t deny
I just can’t let it die
Cause her heart’s just like mine
And she holds her pain inside
So if you ask me why
She wouldn’t say goodbye
I know somewhere inside
There is a special light
Still shining bright
And even on the darkest night
She can’t deny…”
                          Guns n' Roses

Veja também Patience

25 de maio de 2011

Expectativas muito altas

A nossa mente chega ao infinito. Não conhece limites. Imagina e sonha tudo o que quer, do modo que quer, quando quer. Eleva as nossas expectativas ao expoente máximo. Atinge níveis de abstracção tão altos, que chegamos a perder o contacto com a realidade. Será por isso que não somos mais felizes?
Dizem que a felicidade está nas pequenas coisas. É verdade. Mas é difícil fazermos o percurso inverso ao que estamos habituados. Olhamos para o alto das estrelas e queremos lá chegar, pensando que a nossa felicidade será como a imaginamos. Mas o que devemos fazer, é colocar os olhos bem aqui na terra, olhar, ver e descobrir a beleza que nos rodeia, o que já temos de bom, e deixar-nos sentir como isso nos faz felizes. A felicidade nem sempre é aquela que imaginamos, mas a que encontramos. Projectamos os nossos sonhos em lugares e em pessoas que não correspondem ao que imaginamos.
Eu não encontrei a minha felicidade. Ela encontrou-me a mim. Reconheci-a e tomei-a.

Amor reprimido

24 de maio de 2011

Semeiem elogios, colherão amizade!

Querem falar? Falem! Mas digam bem!
De unhas limadas, bem arredondadas, mas a línguas… as línguas sempre afiadas.
Falam, acrescentam, inventam e reinventam com uma imaginação fluente, à velocidade do pensamento.
O bom passa ao lado, o mau é inesquecível. Falam, falam, falam e tagarelam. Fazem disso passatempo, divertimento e sofrimento. Uma língua afiada fere mais que uma faca. Difama, ultraja, fere.
Também se verifica outro caso. Por vezes a maldade está mais no ouvido que ouve, que na boca que fala.
Há que ter filtros nos ouvidos. Há que separar o trigo do joio. Há que ler nas entrelinhas e interpretar com bondade. Quem se atreve?
Tenham línguas de ouro. Falem articuladamente, eloquentemente, cuidadosamente e falem bem. Deixem o mau passar ao lado e o bom ser inesquecível. Elogiem, felicitem, enobreçam, engrandeçam gentilmente e generosamente.
Colhe-se o que se semeia. Semeiem elogios, colherão amizade!

23 de maio de 2011

Emily Brontë's Wuthering Heights

Alma minha gentil, que te partiste

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algu~a cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

                        Luís de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver

Luís Vaz de Camões


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


To be or not to be

William Shakespeare


To be, or not to be: that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, 'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream: ay, there's the rub;
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there's the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despised love, the law's delay,
The insolence of office and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover'd country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. - Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember'd.
 in Hamlet

Kenneth Branagh playing Hamlet





Mútuo Acordo

Por vezes deve-se ceder, por vezes o comum acordo é imprescindível.
Quando se vive a dois, as decisões importantes têm de ser do acordo dos dois. Não basta um querer. Nomeadamente, no que se refere a casar, ter filhos, adoptar uma criança, contrair uma dívida, ou qualquer outra questão que seja muito importante e de longa duração.
Obviamente um casal não pode concordar em tudo. As pessoas são diferentes. Mas o princípio do comum é muito importante na vida a dois. Um deve cuidar da felicidade do outro, cada um deve fazer cedências ao outro. Por exemplo, ir assistir a um jogo que não gosta, sair, ficar em casa ou viajar para um lugar que não gosta muito. Quando um faz a vontade ao outro, fá-lo feliz e a relação ganha com isso.
Contudo, nas questões fundamentais, certas decisões têm de ser da vontade dos dois. No que toca a contrair uma dívida, ou embarcar num projecto que seja penoso para um dos dois, se um aceita contra a sua vontade, haverá uma insatisfação permanente, um desconforto, um ponto gerador de conflito. Poderá dar origem a uma série de sentimentos e ressentimentos que enfraquecem a relação, perdendo os dois com isso.
A vida de um casal é o trabalho de equipa mais bonito, mas também muito difícil.

22 de maio de 2011

Pressão social

Ninguém deve ter filhos devido a nenhum tipo de pressão.
A sociedade exerce uma pressão enorme sobre os homens, e talvez até maior sobre as mulheres. Acabou de estudar? Está na altura de casar. Casou? Está na altura de ter um filho. Já teve? Está na altura de ter o segundo.
Cada pessoa tem o seu tempo, os seus objectivos e desejos. Tem a sua forma de pensar e sentir e tem direito a isso. Não deve tomar nenhuma decisão na sua vida com base na pressão que a sociedade e/ou a família exerce sobre ela.
Escolher um caminho por ser o mais habitual, não é garantia de felicidade. Poderá até ser uma porta aberta para desgostos, conflitos e problemas que poderão condicionar o resto da nossa vida.
Mais. Ninguém vale menos por não se ter casado ou por não ter filhos. Ninguém deve ser medido nessa escala. O leque de qualidades do ser humano é muito mais vasto.
Cada um deve pensar no que quer e lutar pelos seus ideias. É por aí o caminho da felicidade.

20 de maio de 2011

Muita fama e pouco proveito

Tenho observado uma situação recorrente entre adolescentes. Ai, a adolescência! Idade de certezas incertas, de formação de personalidade a partir de vários retalhos, procurando definir um padrão ainda pouco nítido, vivendo as emoções com toda a intensidade.
As relações entre adolescentes são complexas e difíceis. Há muito a dizer. Hoje escrevo sobre dois retalhos cozidos nesta manta, a inveja e o ciúme, que formam o padrão da intriga.
As raparigas bonitas são sempre muito desejadas pelos rapazes. Recebem muita atenção por parte deles, elogios, propostas indecentes, pedidos de namoro e tornam-se populares. Isto gera ciúme entre os rapazes e mal-estar entre as raparigas que não recebem a mesma atenção. Quem se sente mal procura mecanismos de defesa. Procura mostrar que as raparigas tão populares não são assim tão maravilhosas. Começam os comentários, as intrigas, a difamação. Rapidamente ganham fama de serem aquele tipo de mulher... As raparigas menos atraentes sentem-se melhor assim, pois podem orgulhar-se da sua honra, algo que retiraram às outras. Os rapazes desculpam o seu fracasso na conquista culpando-as de serem aquele tipo de mulher…
O que estes adolescentes não sabem, mas vão saber quando crescerem, é o que quem tem algum conhecimento da vida já sabe. Quem mais diz que faz, nada fez. Quem mais diz que sabe, não sabe nada. Quem tem fama, normalmente não tem proveito. Quem mais fama tem, nenhum proveito obtém.
Porque é que é mais fácil acreditar no comentário maldoso, do que na confissão de inocência? É porque o comentário maldoso é mais excitante. Permite magoar e prejudicar alguém. Dá que falar e une aqueles que participam nesse mal. Acreditando na inocência, está tudo bem, não há drama. Oh, que seca!
Na vida há que filtrar tudo o que ouvimos. É perigoso acreditar absolutamente nos boatos. Conheçam as pessoas por vocês. Formem as vossas próprias opiniões a partir daquilo que observam com os vossos olhos. Não colaborem neste círculo vicioso e perigoso. Se tornarem a intriga interessante, ela será uma bola de neve. E da mesma forma que a fazem aos outros, um dia fá-la-ão a vocês. É o efeito bumerangue. Toca a todos. Se deixarmos.

18 de maio de 2011

Ode by William Wordsworth

Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood

There was a time when meadow, grove, and stream,
The earth, and every common sight
To me did seem
Apparelled in celestial light,
The glory and the freshness of a dream.
It is not now as it hath been of yore -
Turn wheresoe'er I may,
By night or day,
The things which I have seen I now can see no more.

The rainbow comes and goes,
And lovely is the rose;
The moon doth with delight
Look round her when the heavens are bare;
Waters on a starry night
Are beautiful and fair;
The sunshine is a glorious birth;
But yet I know, where'er I go,
That there hath past away a glory from the earth.

Now, while the birds thus sing a joyous song,
And while the young lambs bound
As to the tabor's sound,
To me alone there came a thought of grief:
A timely utterance gave that thought relief,
And I again am strong.
The cataracts blow their trumpets from the steep;
No more shall grief of mine the season wrong;
I hear the echoes through the mountains throng,
The winds come to me from the fields of sleep,
And all the earth is gay;
Land and sea
Give themselves up to jollity,
And with the heart of May
Doth every beast keep holiday -
Thou child of joy
Shout round me, let me hear thy shouts, thou happy shepherd-boy!

Ye blessed creatures, I have heard the call
Ye to each other make; I see
The heavens laugh with you in your jubilee;
My heart is at your festival,
My head hath its coronal,
The fullness of your bliss, I feel -I feel it all.
O evil day! if I were sullen
While Earth herselfis adorning
This sweet May-morning;
And the children are culling
On every side
In a thousand valleys far and wide
Fresh flowers; while the sun shines warm,
And the Babe leaps up on his Mother's arm: -
I hear, I hear, with joy I hear!
- But there's a tree, of many, one,
A single field which I have looked upon,
Both of them speak of something that is gone:
The pansy at my feet
Doth the same tale repeat:
Whither is fled the visionary gleam?
Where is it now, the glory and the dream?

Our birth is but a sleep and a forgetting:
The Soul that rises with us, our life's Star,
Hath had elsewhere its setting
And cometh from afar;
Not in entire forgetfulness,
And not in utter nakedness,
But trailing clouds of glory do we come
From God, who is our home:
Heaven lies about us in our infancy!
Shades of the prison-house begin to close
Upon the growing Boy,
But he beholds the light, and whence it flows,
He sees it in his joy;
The Youth, who daily farther from the east
Must travel, still is Nature's priest,
And by the vision splendid
Is on his way attended;
At length the Man perceives it die away,
And fade into the light of common day.

Earth fills her lap with pleasures of her own;
Yearnings she hath in her own natural kind,
And, even with something of a mother's mind
And no unworthy aim,
The homely nurse doth all she can
To make her foster-child, her inmate, Man,
Forget the glories he hath known,
And that imperial palace whence he came.

Behold the Child among his new-born blisses,
A six years' darling of a pigmy size!
See, where 'mid work of his own hand he lies,
Fretted by sallies of his mother's kisses,
With light upon him from his father's eyes!
See, at his feet, some little plan or chart,
Some fragment from his dream of human life,
Shaped by himself with newly-learned art;
A wedding or a festival,
A mourning or a funeral;
And this hath now his heart,
And unto this he frames his song:
Then will he fit his tongue
To dialogues of business, love, or strife;
But it will not be long
Ere this be thrown aside,
And with new joy and pride
The little actor cons another part;
Filling from time to time his `humorous stage'
With all the Persons, down to palsied Age,
That life brings with her in her equipage;
As if his whole vocation
Were endless imitation.

Thou, whose exterior semblance doth belie
Thy soul's immensity;
Thou best philosopher, who yet dost keep
Thy heritage, thou eye among the blind,
That, deaf and silent, read'st the eternal deep,
Haunted for ever by the eternal Mind, -
Mighty Prophet! Seer blest!
On whom those truths do rest
Which we are toiling all our lives to find,
In darkness lost, the darkness of the grave;
Thou, over whom thy Immortality
Broods like a day, a master o'er a slave,
A Presence which is not to be put by;
Thou little child, yet glorious in the might
Of heaven-born freedom on thy being's height,
Why with such earnest pains dost thou provoke
The years to bring the inevitable yoke,
Thus blindly with thy blessedness at strife?
Full soon thy soul shall have her earthly freight,
And custom lies upon thee with a weight
Heavy as frost, and deep almost as life!

O joy! that in our embers
Is something that doth live,
That Nature yet remembers
What was so fugitive!
The thought of our past years in me doth breed
Perpetual benediction: not indeed
For that which is most worthy to be blest,
Delight and liberty, the simple creed
Of childhood, whether busy or at rest,
With new-fledged hope still fluttering in his breast: -
Not for these I raise
The song of thanks and praise;
But for those obstinate questionings
Of sense and outward things,
Fallings from us, vanishings,
Blank misgivings of a creature
Moving about in worlds not realized,
High instincts, before which our mortal nature
Did tremble like a guilty thing surprised:
But for those first affections,
Those shadowy recollections,
Which, be they what they may,
Are yet the fountain-light of all our day,
Are yet a master-light of all our seeing;
Uphold us -cherish -and have power to make
Our noisy years seem moments in the being
Of the eternal Silence: truths that wake,
To perish never;
Which neither listlessness, nor mad endeavour,
Nor man nor boy,
Nor all that is at enmity with joy,
Can utterly abolish or destroy!
Hence, in a season of calm weather
Though inland far we be,
Our souls have sight of that immortal sea
Which brought us hither;
Can in a moment travel thither -
And see the children sport upon the shore,
And hear the mighty waters rolling evermore.

Then, sing, ye birds, sing, sing a joyous song!
And let the young lambs bound
As to the tabor's sound!
We, in thought, will join your throng
Ye that pipe and ye that play,
Ye that through your hearts today
Feel the gladness of the May!
What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.

And O ye Fountains, Meadows, Hills, and Groves,
Forbode not any severing of our loves!
Yet in my heart of hearts I feel your might;
I only have relinquished one delight
To live beneath your more habitual sway;
I love the brooks which down their channels fret
Even more than when I tripped lightly as they;
The innocent brightness of a new-born day
Is lovely yet;
The clouds that gather round the setting sun
Do take a sober colouring from an eye
That hath kept watch o'er man's mortality;
Another race hath been, and other palms are won.
Thanks to the human heart by which we live,
Thanks to its tenderness, its joys, and fears,
To me the meanest flower that blows can give
Thoughts that do often lie too deep for tears.

The Raven

Para mim, não há poema que supere este em termos de ritmo e rimas.


Corvo
Fonte da Imagem

The Raven *
(by Edgar Allan Poe,
first published in 1845) 

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of someone gently rapping, rapping at my chamber door.
" 'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door;
Only this, and nothing more."
Ah, distinctly I remember, it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow, sorrow for the lost Lenore,
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore,
Nameless here forevermore.
And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me---filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
" 'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door,
Some late visitor entreating entrance at my chamber door.
This it is, and nothing more."
Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you." Here I opened wide the door;---
Darkness there, and nothing more.
Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word,
Lenore?, This I whispered, and an echo murmured back the word,
"Lenore!" Merely this, and nothing more.
Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping, something louder than before,
"Surely," said I, "surely, that is something at my window lattice.
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore.
Let my heart be still a moment, and this mystery explore.
" 'Tis the wind, and nothing more."
Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven, of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But with mien of lord or lady, perched above my chamber door.
Perched upon a bust of Pallas, just above my chamber door,
Perched, and sat, and nothing more.
Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.
Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."
Quoth the raven, "Nevermore."
Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning, little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door,
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."
But the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered;
Till I scarcely more than muttered,"Other friends have flown before;
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said,"Nevermore."
Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master, whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster, till his songs one burden bore,---
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore
Of "Never---nevermore."
But the raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;,
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore,
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking, "Nevermore."
Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er
She shall press, ah, nevermore!
Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee -- by these angels he hath
Sent thee respite---respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, O quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!"
Quoth the raven, "Nevermore!"
"Prophet!" said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil!
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted--
On this home by horror haunted--tell me truly, I implore:
Is there--is there balm in Gilead?--tell me--tell me I implore!"
Quoth the raven, "Nevermore."
"Prophet!" said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil!
By that heaven that bends above us--by that God we both adore--
Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden, whom the angels name Lenore---
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?
Quoth the raven, "Nevermore."
"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting--
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul spoken!
Leave my loneliness unbroken! -- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"
Quoth the raven, "Nevermore."
And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming.
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted--- nevermore!

15 de maio de 2011

Amor de Fã

Veja Também:
Guns N' Roses Live, Rock in Rio Lisboa

Patience


Slash vs Ashba
Slash                            Ashba
Imagens retiradas daqui e daqui.

Quando conhecemos uma banda numa certa idade, nomeadamente na adolescência, e gostamos dela, gostamos apaixonadamente. Coleccionamos posters, compramos todos os CDs, acompanhamos tudo na TV, lemos tudo o que encontramos nas revistas, dedicamo-nos a conhecer os membros da banda e gostamos de cada um deles.
Habituamo-nos ao estilo de cada um. Vemos e revemos os concertos na TV ou no DVD centenas de vezes até conhecermos os seus movimentos de cor. Ficamos a conhecê-los tão bem que reconhecemos logo as vozes ou a forma de tocar numa nova canção antes de nos dizerem que é deles.
Cresce um certo amor. Amor de fã.
Se os elementos da banda se separam, isso traz uma dor tremenda. Na nossa cabeça, são um grupo com uma amizade que não deveria terminar. Saber que não vão compor mais canções juntos e que já não os vamos ver juntos em palco provoca uma tristeza profunda.
A vida continua e eles continuam a sua carreira musical com outros músicos. Os novos elementos nas novas bandas nem sempre são fáceis de aceitar. Principalmente quando a banda mantém o mesmo nome e alguns músicos substituem aqueles de quem tanto gostamos e de quem sentimos falta.
Não é que também não sejam bons. Mas quando se gostou tão intensamente de uma banda e quando adoramos determinados artistas pelas suas qualidades e pelo seu estilo, é gerado um sentimento de fidelidade a estes e é muito difícil aceitar uma substituição.
O Ashba é bom, mas o Slash… O Slash é, sempre foi e sempre será o meu preferido. E para mim, Guns n’ Roses sem ele, as músicas podem ser as mesmas, mas não é a mesma coisa. O toque dos dedos nas cordas e o sentimento posto na música é diferente em cada artista.
Adoro o Slash!



14 de maio de 2011

Sem problemas

"Um pessimista vê uma difuculdade em cada oportunidade, um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade." Winston Churchill

4 de maio de 2011

O Psicólogo

É aquela pessoa que sabe receber, sabe iniciar uma conversa, sabe pôr-nos à vontade, não critica, não julga, mas faz a pergunta certa. Sabe levar-nos, encaminhar-nos para a solução e fazer-nos pensar que nós é que a descobrimos e então acreditamos.
Nada de comprimidos. Acredita que a nossa mente é capaz de raciocinar com lógica, é capaz de gerir pensamentos, identificar dificuldades e encontrar soluções.
Sabe ler nas entrelinhas, lê gestos, olhares, sorrisos. Ouve um pouco e já vê a grande imagem.
Sabe lidar com diferentes tipos de pessoas. Sabe dar uma resposta surpreendente. Sabe mostrar uma perspectiva diferente.
Psicólogos e psicólogas, sempre gostei de vocês. Admiro-vos. Obrigada pelo vosso trabalho!
 Bem hajam!

Médicos e Pacientes

Ser médico é uma profissão muito importante. Os médicos tratam da nossa saúde, o nosso melhor bem. Daí que a saúde seja tão cara, embora não tenha preço.
       Um médico tem de ter um vasto e bem consolidado conhecimento científico. Tem de ser competente, minucioso, seguro, inteligente e muitas vezes intuitivo. Tem uma grande responsabilidade, a qual não invejo.
       Não deviam trabalhar demasiado, pois o excesso de cansaço compromete o nosso desempenho profissional. Mas como não trabalhar demasiado quando são tão precisos?
       O que peço aos médicos, é que não fechem as portas da sua sensibilidade ao lidar com os seus pacientes. Nós, pacientes, não sabemos o que vocês sabem. Não estudámos o que estudaram. Trememos perante sintomas que não são graves, porque desconhecemos do que sofremos. Negligenciamos exames e consultas importantes, porque não conhecemos tão bem a gravidade da nossa condição, ou porque temos medo. Por vezes, só o facto de não conhecermos os procedimentos de determinado exame ou intervenção cirúrgica, ficamos ansiosos ou mesmo deprimidos. Também é muito difícil para nós receber certas notícias.
       Sejam seguros e objectivos com o vosso bisturi. Mas ouçam-nos com o vosso estetoscópio antes de nos darem aquelas notícias. Dêem lugar à vossa sensibilidade quando falam connosco. A verdade é que precisamos de uma palavra amiga, precisamos de esperança… A verdade é que às vezes tudo o que precisamos é daquela frase tão simples: “Vai correr tudo bem!”
       Obrigada a todos os médicos que, além de serem bons profissionais, são amáveis com os seus pacientes. Obrigada!

3 de maio de 2011

Não ao rancor

Porque há-de ser mais fácil criticar do que elogiar? Porque será tão comum lembrarmo-nos mais dos defeitos do que das qualidades?
Julgo que em todos os âmbitos da nossa vida é importante procurarmos e focarmos o lado positivo. Descobrir o lado bom dos outros, valorizar as suas qualidades e deixar os defeitos “passarem ao lado”, não só facilita a nossa relação com os outros, como também nos torna mais felizes nesse processo.
Não é fácil. Mas pouco ganho há nas coisas fáceis. Quem carrega rancor no coração, até pode ter a sua razão. Mas sofre. Sofre mesmo. Quem consegue contornar e superar este sentimento, está no caminho certo para a felicidade.
Quando vai na rua e tem de virar a cara a alguém, não é um incómodo? Lembrar-se porque o faz, não o faz enrugar a testa? E quando passa por alguém e lhe sorri ou acena? Não sabe melhor?
Uma professora minha costumava dizer: “As rugas de sorrir são mais bonitas que as rugas de preocupação.”
P. S. Mas antes virar a cara do que fingir. A amizade não é para ser fingida.

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