21 de dezembro de 2011

Dicas para desacelerar o pensamento

Ideias encontradas no livro Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas de Augusto Cury.
Recomendo a leitura.

Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas
Imagem retirada daqui
 Veja também: Síndrome de Pensamento Acelerado

Para desacelerar o pensamento:
1-    Faça vários exercícios de relaxamento durante o dia. Recupere experiências agradáveis.
2-   Procure sentir prazer diariamente em pequenos estímulos como abraços, elogios, pôr-do-sol, etc.
3-   Procure actividades que proporcionem um lazer mais lento e profundo como arte, música, jardinagem…
4-   Sonhe com coisas que, em vez de lucro para a carteira, tragam lucro para a emoção.
5-   Evite a rotina.
6-   Durma mais que oito horas no fim-de-semana, se puder. O sono é um “momento inviolável”.
7-   Os fins-de-semana são sagrados. Não trabalhe no fim-de-semana.
8-   Não sofra por antecipação.
9-   Critique os seus pensamentos perturbadores.
10- Contrarie o conformismo, o pessimismo, a auto-piedade e a auto-punição.
11- Proteja a sua emoção. Dê sem esperar nada em troca.
12- Viva a vida intensamente, tire férias sempre que puder, mas sem stress.
13- Não cobre demasiado de si, nem dos outros.
14- Não acredite que só será feliz quando resolver todos os seus problemas. “Os problemas são para ser resolvidos e não vividos.”
15- Desfrute a vida ao máximo. Ela é um “espectáculo imperdível”.

Fonte:
CURY, Augusto, Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas, Alfragide, Livros d’Hoje, 2011

19 de dezembro de 2011

15 Diferenças entre paixão e amor

Quinze diferenças entre a paixão doentia e o amor inteligente, segundo Augusto Cury.


Augusto Cury
Imagem retirada daqui




1.    A paixão vive na lama da insegurança; o amor inteligente, no terreno da confiança.
2.   A paixão controla os passos; o amor inteligente incentiva a caminhada.
3.   A paixão arde com o ciúme pelo outro; o amor inteligente queima com prazer pelo sucesso dele.
4.   A paixão corrige em público e elogia em particular; o amor inteligente elogia em público e faz críticas em particular.
5.   A paixão produz o individualismo; o amor inteligente, o altruísmo.
6.   A paixão não exige o diálogo; o amor inteligente não sobrevive sem ele.
7.   A paixão pensa na sua própria felicidade; o amor inteligente, na felicidade do outro.
8.   A paixão flutua entre o “Céu e o Inferno”; o amor inteligente é estável, mesmo diante das contrariedades.
9.   A paixão nutre-se com a ansiedade; o amor inteligente, com a tranquilidade.
10.A paixão desespera diante das tempestades; o amor inteligente lança as suas raízes nas crises.
11. A paixão produz rompimentos traumáticos; o amor inteligente refaz trajectórias.
12.A paixão cobra mais do que dá ao outro; o amor inteligente dá mais ao outro do que cobra.
13.A paixão gera “janelas killer” na mente de quem ama; o amor inteligente, “janelas light”.
14.A paixão aprisiona os apaixonados; o amor inteligente liberta-os.
15.A paixão não admite a hipótese da perda; o amor inteligente dá liberdade ao outro de partir, pois sabe que o medo da perda acelera a perda.
Fonte:
CURY, Augusto, Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas, Alfragide, Livros d’Hoje, 2011

14 de dezembro de 2011

Dicas para boas relações no local de trabalho

Colegas de Trabalho
Foto retirada daqui

É no nosso local de trabalho que passamos a maior parte do tempo que estamos acordados. Por isso, é importante que nos sintamos bem. Um dos factores que pode comprometer o nosso bem-estar prende-se com as relações entre colegas. Essas relações enfrentam, por vezes, dificuldades devido a diferenças a nível de personalidade, de objectivos e de métodos de trabalho. Para além disso, a forma como as pessoas se expressam, pode também fazer toda a diferença.
Ficam aqui algumas dicas que poderão contribuir para melhorar as relações interpessoais e/ou que, pelo menos, nos poderão ajudar a encarar melhor determinadas situações:
1-  Descobrir o porquê
Só é possível resolver um conflito depois de conhecermos a sua causa. É importante observar e perceber o que motiva determinada situação.
2-  Compreender o outro
Podemos não concordar, mas se nos conseguirmos colocar no lugar do outro, ver como ele vê, não só é mais fácil respeitar a sua perspectiva, como também aprendermos a lidar com essa pessoa.
3-  Interpretar a bem
É possível que levemos a mal algo que não foi dito com tal intenção. Ajuda pensar: “Ele/a não quis dizer aquilo.”
4-  Não levar a peito
Os conflitos que surgem no local de trabalho têm normalmente a sua origem em questões profissionais e não pessoais. Encare os conflitos de forma profissional, fazendo muito uso da razão e pouco da emoção.
5-  O tom
Fale num tom baixo e pausado.
6 – Diga ‘eu’ em vez de ‘tu’
Dizer: “Eu sinto que as minhas ideias não são tidas em conta.”; é muito diferente de dizer: “Tu queres tudo à tua maneira.”
7-  Usar “palavras caras”
O uso de vocabulário rebuscado remete o nosso enunciado para um nível formal, evitando que uma troca de opiniões menos simpática atinja determinados termos.
8-  Estudar o outro
É mais fácil lidar com quem conhecemos. Devemos estudar as pessoas com quem nos relacionamos. Perceber do que gostam ou não, saber no que acreditam e pelo que se regem. Assim, podemos evitar conversas desagradáveis e promover diálogos interessantes.
9-  Elogiar mais do que criticar
As críticas são necessárias, por vezes. Os elogios, sempre. Por cada crítica que necessite fazer a alguém, dê dois elogios, um antes e outro depois.
10 – Enfatizar a ideia da opinião
Quando der a sua opinião, use as expressões: “Na minha opinião”, “Penso que”, “Vejo as coisas de outro modo”…

11- Perante um conflito sério:

Não deixe de falar directamente com a pessoa em questão. Fale calmamente e, se necessário, em privado. Deixe o outro saber como pensa e como se sente e deixe-o/a explicar-se também. Procurem uma base de entendimento.

12 – Seja bondoso/a

Sempre que possível evite temas ou situações que prevê que possam vir a ser constrangedoras e promova diariamente situações agradáveis e conversas alegres.

13 de dezembro de 2011

Amigo Oculto


amigo oculto
Foto retirada daqui

Uma família pobre, na qual as crianças já eram crescidas, havia perdido o gosto pelo Natal por falta de dinheiro para comprar prendas para todos e por já não haver a expectativa da vinda do Pai Natal.
Juntavam-se para jantar e depois conversavam. Davam valor à sua união, mas sentiam falta de algo especial. Certo dia, a avó teve uma ideia: o jogo do amigo oculto.
Uns dias antes da consoada, cada um escreveu o seu nome num papelinho e colocou-o num saquinho. Depois cada um retirou um papelinho com o nome do seu amigo. Cada um compraria apenas um presente e todos receberiam um.
Na noite de Natal, depois do jantar, cada um lia versos sobre o seu amigo oculto, não só dando pistas em relação a de quem se tratava, mas também elogiando. O objectivo era cada um identificar-se naquilo que tinha de melhor.
Graças à sábia avó, todos voltaram a encontrar o espírito de Natal. Voltaram a ter Natais muito felizes.
O Natal é lindo para as crianças e para os adultos também.



Natal, tocam os sinos
Foto retirada daqui
  

6 de dezembro de 2011

Inimigos

O leão e o cordeiro
Imagem retirada daqui

Devemos desejar a maior felicidade aos nossos inimigos, pois a felicidade atenua a maldade.
Desejar felicidade, diminui o nosso rancor.

27 de novembro de 2011

Comer chocolate é do melhor que há

chocolate
Foto retirada daqui

Nada é melhor do que comer chocolate. Reparem só nas vantagens:
- Não tem estatuto. É saboroso seja qual for a marca;
- Está livre de descriminação. Come-se branco, castanho e negro.
- Pode comer-se em qualquer lugar;
- Podemos demorar o tempo que quisermos a comer;
- Um bom chocolate é fácil de encontrar;
- Pode comer-se em qualquer idade;
- É bom, mesmo se é pequenino;
- Não é preciso esperar para comer o segundo;
- Não requer imaginação. É só comer.


Inspirado num email que recebi.

19 de novembro de 2011

Dupla função do coração

O nosso coração tem uma dupla função: deixar passar e guardar.

É uma função muito importante que tem de funcionar como deve ser.

Perante coisas más:

Escoador
Fonte da Imagem



E quanto a coisas boas:


Tesouro
Foto retirada daqui


13 de novembro de 2011

Carta ao Pai Natal

Pai Natal
Fonte da Imagem

Querido Pai Natal,
Desculpa a minha falta de entusiasmo este Natal.
Desculpa se não dou importância à árvore, nem à decoração.
Desculpa a minha pouca vontade para fazer o bolo.
Desculpa-me o facto de não saber assar o peru.
Desculpa-me se não aproveito a abundância das mesas a que me sento por causa das minhas dietas, e
Lamento não provar todos os licores, mas tenho de conduzir.
Se me conseguires desculpar por tudo isso este Natal,
Gostava de te pedir um presente muito especial.
Gostava que todos tivessem amigos, amigos de verdade,
Que ninguém estivesse sozinho.
Gostava que houvesse tolerância, honestidade,
Que todos estendessem a mão.
Gostava que houvesse paz, felicidade,
Capacidade de perdão.
Gostava que todos tivessem um amor, uma vivenda,
Um emprego e a desejada prenda.
Gostava de ver todos bem nutridos no coração.
Obrigada, Pai Natal!
Acredito em ti!

Galoucas

Galinha branca
Fonte da Imagem

Na quinta de um casal, com muitas primaveras já passadas, havia uma capoeira com muitas galinhas empoleiradas. O senhor e a senhora gostavam muito de animais. Alimentavam as suas galinhas com fartura e em troca recebiam ovos que eram uma doçura. Nesta capoeira, vivia uma galinha muito branca, de estatura maior que todas as outras, punha os maiores ovos e chamava-se Galoucas. Era apetitosa só de se olhar para ela. Branquinha e muito gordinha, daria um belo prato para o Natal. Mas o senhor e a senhora nunca a quiseram comer. Dava gosto olhar para ela e não queriam ficar sem os seus ovos. Galoucas vivia muito feliz e descansada, por ver a sua esperança média de vida alongada. Assim todos os dias cantava:
 Sou a galinha mais linda e gordinha
A mais trabalhadeira desta capoeira
Sou boa cantora, sou encantadora
E os meus ovos são de primeira
Fonte da Imagem

Apareceram por lá certo dia dois ratinhos. Eram grandes músicos. Ao ouvir a música encantadora, a Galoucas sonhadora, pediu-lhes que tocassem enquanto cantava. Lá começaram, mas logo depois pararam. Galoucas não estava dentro do tom, disseram eles, nem estava a colocar bem a voz. Zangada, a galinha cantava:
Sou a galinha mais linda e gordinha
A mais trabalhadeira desta capoeira
Sou boa cantora, sou encantadora
E os meus ovos são de primeira

1 de novembro de 2011

A Pomba Branca


Pomba Branca
Fonte da Imagem


Era uma vez uma pomba branca. Branca como as pedras da calçada que pisava, branca como a espuma do mar que avistava e branca como a neve que nunca vira. Era a única pomba branca num bando cinza. Cinza como a calçada das ruas, cinza como as pedras que desenhavam a branca calçada da praça, cinza como a mistura do branco e do preto.

Pombas
Fonte da Imagem


A pomba branca tinha muitas amiguinhas quando era pequenina. Quando saltitavam pela calçada desenhada, de milho salpicada, grão a grão se alimentavam, grão a grão cresciam. A primeira a voar foi a Lili. Abriu as asas, bateu-as e voou aos céus. Que bom que era voar e ver tudo de lá de cima. Que bom que era chegar a outro lugar tão depressa. Que bom que era sentir o vento no rosto e abraçá-lo com as asas. Para isso nascem as pombas. Para voar. Depois foi a Lulu. Também bateu as asas e voou. A pomba branca também tentou, mas não conseguiu. No chão ficou. Depois foi a Malu e a seguir a Vivi. Todas batiam as asas e voavam e ao céu alto se elevavam. A pomba branca também tentava, mas não conseguia e no chão ficava.
Ficava só quando todas as outras voavam. Ficava triste quando estava só. E como as asas não a elevavam, suas patas pela calçada caminhavam onde o branco e o cinza desenhavam. Tudo o que as suas asas lhe permitiam era dar saltos e poisar com facilidade. Mas chegar lá ao alto, não lhe estava destinado.
Calçada
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Então um dia ela chorou e chorou o céu também. As lágrimas são lentas e a chuva vem suave, leve e cai num ritmo musicado. Cai na calçada desenhada, plim, plim, plum. Aqui e ali nas pedras brancas, plum, plim, plim. Perto, perto, longe. Perto, perto, longe. E a pomba branca, que tão bem conhecia as pedras da calçada, via os pingos da chuva a cair, plim, plim, plum, a cair nas pedras da calçada como se fossem um xilofone, plum, plim, plim. As suas patinhas seguiram as gotinhas de chuva, plim, plim, plum, no ritmo da calçada, plum, plim, plim e a pombinha branca não voava, não; dançava. Dançava na calçada de branco e cinza desenhada, num ritmo musicado. Suas asas não voavam, mas permitiam acrobacias, permitiam que dançasse como quem voa. E quando o ritmo se intensificou, e a chuva mais forte se tornou, as asas cinzentas pesavam e à calçada desenhada regressavam. E à medida que pousavam, a dança admiravam. Num ritmo musicado, plim, plim, plum, batia um coração, plum, plim, plim.
Sally M

30 de outubro de 2011

O patinho mais feio e o cisne mais lindo

Era uma vez um patinho, pequenino, muito feiinho. Era caladinho, desajeitadinho e muito magrinho. Era tímido, tristonho, sozinho. Ninguém queria brincar com ele. Ele era feio, não tinha talento, não pronunciava divertimento, não tinha atractivos, nem amigos. Sentia-se triste, era infeliz, vivia desgostoso.

Patinho feio
Fonte da Imagem


Era uma vez um lindo cisne, alto, esguio, elegante. Era falador, habilidoso e majestoso. Desinibido, esperto, divertido. Ninguém queria brincar com ele. Era bonito, talentoso, dizia tudo eloquentemente, fazia tudo eficientemente, brincava sozinho tristemente.


Cisne
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Certo dia o patinho cruzou-se com o cisne pelo caminho. Vinham de longe. Vinham de mala vazia. Conheceram-se, reconheceram-se, compreenderam-se. Tornaram-se os melhores amigos, tornaram-se inseparáveis. Agora já nenhum brinca sozinho. Aprenderam a sorrir e treinam isso todos os dias.

Caminho
Fonte da Imagem
 

Quem estiver sozinho, siga em frente pelo caminho à procura do seu cisne ou do seu patinho. Ele vem de mala vazia, mas é uma excelente companhia.

Sally M

24 de outubro de 2011

Conhecidos atenuam momentos tensos



Certa manhã, bem cedinho, uma pessoa tem de fazer análises de sangue. Em jejum e tão pela manhã, imaginando a agulha no braço e os tubinhos a serem enchidos, sabendo que o cenário se repetirá três vezes a cada meia hora, para alguém que tem pavor a tirar sangue, é uma sensação com pouco sabor. Mas quem nos atende é uma pessoa conhecida, simpática, atenciosa e cuidadosa, o que nos faz logo sentir mais à vontade, suavizando aquele receio.
Entre a primeira e a segunda colheita podemos tomar o pequeno-almoço. Há uma esplanada abrigada mesmo à saída do laboratório. Lá vem alguém conhecido, com quem se costumava tomar café todas as manhãs há uns anos atrás. Simpática e alegre, trava-se uma conversa agradável, dizendo adeus a uma refeição solitária.
De regresso a casa, uma pequena contrariedade. O carro bem apertado no estacionamento. Pelo caminho vem alguém conhecido, com que se sai às vezes para jantar, que ajuda com direcções e assegura que temos espaço. Nisto, até um estranho que passa vem ajudar e uma mulher vence o curto espaço de manobra.
Como é bom viver num meio pequeno onde se conhece tanta gente, onde não estamos sozinhos, onde há por perto alguém com quem contar.


22 de outubro de 2011

Interpretar pela positiva

Onde está a maldade ou a bondade?
Na boca que diz, ou no ouvido que ouve?
Na mão que escreve, ou nos olhos que lêem?
Naquilo que vemos, ou no que pensamos sobre o que vemos?
Naquilo que ouvimos, ou no que sentimos sobre o que ouvimos?
Entre o que diz e o que ouve, entre o que escreve e o que lê, entre o que vemos e pensamos, ouvimos e sentimos, há um espaço de interpretação.
As interpretações são circunstanciais. Dependem do que, num determinado momento, sentimos, sabemos, receamos, desejamos ou gostamos.
Interpretemos a bem.
O copo está meio vazio ou meio cheio?
Copo meio cheio
Fonte da Imagem

O que é a beleza?

Modas da beleza
Fontes: Imagem 1 e Imagem 2



Hoje em dia, magreza é beleza. Em tempos já idos, gordura era formosura. O que é a beleza afinal? Segundo o dicionário Priberam: “Perfeição agradável à vista, e que cativa o espírito.” Digo-vos que existem três tipos de beleza.
·         A beleza da moda, que é ditada pelas passarelas, pelas revistas, pelas/os modelos da actualidade e por toda a publicidade que enaltece um determinado estilo.
·         A beleza dos olhos de quem vê. As pessoas são bonitas aos nossos olhos e são-no de forma subjectiva. Eu posso achar uma pessoa bonita e outros podem ser de outra opinião. Esta beleza tem a ver com gosto pessoal, instintivo, não-moldado. É belo/a para nós, porque sim, porque assim é aos nossos olhos.
·         A beleza interior. É invisível, mas conseguimos ver. É o quanto gostamos de nós próprios, e dos outros, e o deixamos transparecer. É um estado de alma que se mostra. É aquela que vem de nós e que faz com que nos achem uma beleza.


19 de outubro de 2011

Como se espera pelo amor?

Axl Rose
Axl Rose - Fonte da Imagem

Para quem espera...
Isso lembra-me uma canção: “Just a little patience…”
Segundo a canção dos Guns N’ Roses, é só levar as coisas com calma, que elas resolvem-se por si. Só é preciso um pouco de paciência, pois nós temos o que é preciso.


Guns n' Roses
Guns N' Roses - Fonte da Imgem


 

12 de outubro de 2011

Não chorar, não.


Construir
Fonte da Imagem

Conheço alguém que, ao ser reprovado num exame de acesso à universidade, não se sentou a chorar, não. Ergueu a cabeça, decidiu ter explicação, estudou mais, dedicou-se com todo o empenho àquela disciplina e, no ano seguinte, passou com distinção e entrou no curso desejado, na universidade pretendida.
Conheço alguém que, perante o desemprego eminente, não se sentou a chorar, não. Ergueu o ânimo e foi de imediato imprimir currículos. Procurou em todos os cantos a sua profissão, falou nas entrevistas com entusiasmo e vocação, e hoje tem uma carreira de sucesso.
Conheço alguém que, depois de um grande terramoto, estando toda uma cidade no chão, não começou a chorar, não. Ergueu-se e ergueu muitos outros, arregaçaram as mangas e começaram a reconstruir. A cidade ficou mais bela que outrora.
As lágrimas são inevitáveis, incontroláveis, por vezes imparáveis. Têm o seu lugar, a sua razão, o seu propósito: aliviam. Mas não constroem.
Quando caímos, temos de nos levantar. Se uma cidade inteira desaba, temos de a reedificar. Se o nosso coração se parte, temos de conquistar.
Há que agir, há que construir, há que fazer, há que dizer, há que andar e correr.
Enxuga as lágrimas. Ergue-te e segue em frente.

9 de outubro de 2011

Luxo não é o mesmo que qualidade de vida

Ter um carro topo de gama com GPS; uma casa com piscina e um campo de ténis; poder abrir e fechar os estores da casa, acender e apagar as luzes com um comando quando se está longe de casa; ter um quarto como guarda-fato e um armário cheio de jóias; ter empregados e motorista; ter uma Bimby na cozinha e a mais recente tecnologia numa série de aparelhos são exemplos de uma vida de luxo.
Mas luxo não é necessariamente o mesmo que qualidade de vida.

Parque Terra Nostra
Parque Terra Nostra, São Miguel


Ter qualidade de vida é ter tempo para passear de mão dada com a pessoa amada; é poder estar com amigos que gostam de nós e rir com vontade; é viver rodeado de ar puro, de uma natureza verde e fresca, onde se pode caminhar, correr e meditar; é poder deitar a cabeça à noite na almofada, sem preocupações, e ter um sono profundo e reconfortante; é receber um beijo apaixonado com frequência; é ter tempo e companhia para desfrutar de uma boa refeição; é ser abraçado com carinho; é ter tempo para apanhar sol e mergulhar no mar…
Sim, o dinheiro é importante e ajuda muito, mas dificilmente compra tempo e a felicidade que compra é efémera. Quanto ao amor, nem todo o dinheiro do mundo o pode comprar.
Se tem pouco dinheiro e não pode comprar todos os bens que deseja, não fique triste. Ainda pode ter muita qualidade de vida e pode ganhar tudo o que o dinheiro não pode comprar.

Quem me dá mais exemplos de qualidade de vida? Deixe o seu comentário. Vamos fazer uma lista dos momentos de qualidade que não podemos deixar de apreciar.

30 de setembro de 2011

Usher

Quando se quer mais, faz-se assim:
“If you really want more, scream it out louder,
Get it on the floor, bring out the fire,
And light it up, take it up higher,
Gonna push it to the limit, give it more.”
(Songwriters: KHAYAT, NADIR / HAJJI, BILAL / RAYMOND, USHER / HINSHAW JR., CHARLES)






28 de setembro de 2011

Adele

Não só cantora, mas também compositora. Prende-nos o ouvido com a sua voz penetrante, cheia de personalidade, sentimento e magnetismo. Canta em versos carregados de significado, aos quais não podemos ficar indiferentes.

“Never mind, I’ll find someone like you
I wish nothing but the best for you, too
Don’t forget me, I begged, I remember you said
Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead”
(Compositores: Adele/ Dan Wilson)


26 de setembro de 2011

As consequências dos mimos


Criança mimada
Fonte da Imagem

Porque mimamos alguém? Creio que por amor. Quando amamos, queremos o melhor para a outra pessoa, queremos protegê-la, ajudá-la, dar-lhe tudo o que podemos dar, queremos acarinhar e tentar agradar, tudo para ganhar um sorriso e conforto no coração.
Mas quando alguém tem tudo o quer, quer receber tudo o que puder. Habitua-se a ter tudo como lhe convém, habitua-se a olhar para o seu umbigo e não mais além. Começa a creditar verdadeiramente que o mundo gira à sua volta e que tudo acontece realmente em sua função. Adquire uma determinada visão do mundo e sobe tanto a fasquia das suas expectativas, que se torna cada vez mais difícil alcançar a sua satisfação, ou mesmo dar ouvidos à razão.
A falta de aprendizagem e treino para lidar com as suas frustrações leva a reacções de indignação perante um não, leva ao uso de um tom de voz injusto e a situações de manipulação emocional que ferem quem só lhe quer bem.
Frustrações na dose certa e consequências apropriadas, por muito que nos custe a acreditar, ajudam quem tanto amamos a dar valor a tudo de bom que recebe. Quando acedemos a um pedido de alguém, essa pessoa dará mais valor, se lhe fazemos a vontade apenas de vez em quando. Se fazemos sempre tudo o que alguém nos pede, esses gestos tornam-se banais e não são reconhecidos.
Será que mimamos alguém pensando que assim irão gostar de nós? Irão gostar dos mimos, não de nós. Para gostarem de nós, têm de reconhecer a nossa personalidade e respeitar-nos pelo que somos.
Repare em quem o/a mima. Essa pessoa gosta muito de si. Não seja injusto/a com ela.

17 de setembro de 2011

O Velho, O Rapaz E O Burro


Fonte da Imagem
É impossível agradar a todos. Portanto, devemos fazer o que nos parece mais correcto, de acordo com a nossa consciência, embora haja sempre quem nos critique. Reparem:
Era uma vez um velho, um rapaz e um burro que caminhavam pela estrada. Passa por eles um grupo de pessoas e diz:
- Olhem só! Aqueles têm um burro e vão a pé!
Ao ouvir isto, o velho disse ao rapaz que subisse para cima do burro. Outro grupo de pessoas por eles passa e diz:
- Vejam só! O rapaz vai em cima do burro e o pobre do velhinho, que mal pode arrastar as pernas, é que vai a pé!
Os dois trocam de lugar e por eles um novo grupo de pessoas passa, dizendo:
- Reparem só! Aquele homem vai em cima do burro e a pobre da criancinha é que vai a pé!
Decidem ir então os dois em cima do burro, quando ouvem mais um grupo de pessoas, que por eles passam, dizer:
- Observem só! Aquele pobre burrito mal pode com o peso daqueles dois!

Agradar a todos é impossível! Uma vez que assim é, mais vale fazermos as coisas à nossa maneira.

Nota: O Velho, o Rapaz e o Burro é um conto tradicional cujo autor desconheço. Como já ouvi várias versões, resumi-o por palavras minhas.


13 de setembro de 2011

As Três Peneiras de Sócrates


Sócrates - Fonte da Imagem

Antes de se dizer seja o que for, há que peneirar o que se vai dizer três vezes. O que temos para contar deve passar primeiro na peneira da verdade, na da bondade e na da necessidade. Se tudo o que é dito fosse peneirado, haveria menos calúnias, menos críticas desnecessárias e menos ofensas.
A história que ouvi contar das três peneiras de Sócrates era resumidamente assim:
Um homem foi ter com Sócrates para lhe contar algo que julgava ser do interesse do filósofo:
- Quero contar-lhe uma coisa sobre um amigo seu.
Mas antes de o ouvir, Sócrates quis saber se a história passava nas três peneiras: a peneira da verdade, a da bondade e a da necessidade. Deste modo, Sócrates perguntou:
- Tens a certeza de que o que me vais dizer é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei bem se é verdade.

- O que me vais contar é algo bom?

Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- E o que me tens a dizer sobre o meu amigo é mesmo necessário? Eu preciso mesmo saber?

- Na verdade, não.

O sábio filósofo disse-lhe então:

- Se o que me queres contar não é verdadeiro, nem bom, nem necessário, é melhor que o guardes só para ti.


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